sábado, 22 de novembro de 2008

E o mundo é perfeito ♫

É ironia. É tudo ironia.
Criatividade, inteligência e romantismo.

Eu uso um sapato que deixa o meu pé gordo, e outro que o deixa magro.
Mas isso não faz de mim uma pessoa esbelta. Eu uso roupas que ninguém acredita. Eu faço a festa me camuflando. E não existem capas de invisibilidade! Prefiro não discutir. Faço um chá e deito na rede. A rede é que me balança, pois é ela que me entende. E as pal
avras, que não consigo segurar, que me atropelam toda vez que eu quero pronunciá-las. Acabo dizendo coisas que não disse realmente. Não sei. Não paro para pensar muito, ou penso demais. E pensando demais fico refém da imaginação. O sentimento abstrato que me toma, que me faz viver, dói. Dói assim, quando começa. E eu nunca sei quando acaba, portanto, nunca sei de nada. É que eu não paro para pensar. Eu sinto. E sinto muito quando percebo que o outro não sente. Sentir é viver. Talvez eu não viva, assim, como vivem os mímicos, ou, os palhaços; mas... assim como as borboletas que vão de flor em flor eu continuo a acreditar que, se não há nada para mim aqui, logo ali tem. Creio não saber explicar direito. É como descrever um olhar. Há tantas palavras para se descrever um olhar e, nunca conseguimos fazer a outra pessoa entender. Talvez eu seja um olhar. Não há julgamentos, não há explicações, não há razão para tal. Há o medo. As pessoas não falam por que tem medo. Eu também tenho medo. O que há naquele olhar? O que há de tão bonito, ou, de tão horrível naquele olhar? É sentimento. Sentimento que vive e morre. Constantemente. (não morrer, no sentido de morrer. morrer assim, como quando estamos desanimados) Há os que sabem e há os que não sabem. Eu sei. Eu sempre sei. Mesmo que a sinceridade me derrube. A verdade dita por ela não dói tanto quanto a verdade dita pela mentira. Sinceridade não é deixar de mentir, é sentir e expressar-se. Mudei de idéia, não sou um olhar. Sou um sentimento. Um sentimento que, quando me distraio, faz de mim um coração. Aí eu piro. Mas não precisa ter medo. É quase tudo que tu estavas precisando. Só basta sentir-me. A loucura, o prazer, a intensidade e o infinito andam juntos comigo. Mas isso não significa que eu seja louca - no sentido de ser demais. Eu não sou demais. Fico ali no meio, entre o agir certo e o agir errado. Eduque seus olhos. Desenvolva um olhar.

Se eu estiver muito distante de ti, desconfie da razão.
Se eu estiver muito perto, voe.


Isso lhe assusta? Ou lhe mata de rir?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

E os meu gritos não se escutam mais ♫

A distânica que nos encontra a cada passo me faz perceber que, geralmente, estamos no lado errado da calçada. E quando estamos no lado errado da calçada as pessoas que por nós passam, não nos vêem.



Direção errada, contra-mão, mão única.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Something's wrong with our eyes ♫

O que está debaixo do nosso nariz não enxergamos. O que está ao nosso lado não percebemos.
E a vida sempre passa desapercebida, mal vivida, sobrevivida.



sexta-feira, 14 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

I thought you were the boy* always dreamed about... ♫

...but I let the dream go ♫




Eu já te disse, paixões não alimentadas acabam! E nada é para sempre.
Para uma pessoa sentimental isso é o fim
de uma vida.
'Como assim nada é para sempre?' ~ 'O amor não é um sentimento eterno?'





As pessoas mudam, fato. Primeiro fato.
As máscaras caem, fato. Segundo fato.
Quando um não quer, dois não fazem. Não adianta alimentar um amor por dois. Não adianta! É sobrecarga.
E faz mal à saúde, fato. Terceiro fato.


É só usar um pouco a razão pra perceber essas coisas. Não é difícil.

Só é doído; mas passa.

Lembra: tudo passa. Tudo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tente filmar o que você sente ♫

Ou, pelo menos, tente sentir o que eu sinto.
O que eu sinto?
Há um aperto no coração mas depois, alívio imediato.
Como sempre, não sei explicar.



Deve ser o silêncio da morte. Deve ser o fim.