Pra conseguir te fazer entender o que eu estou há tempos tentando mostrar.
Pra te fazer sentir o que eu sinto desde o dia em que me prendi no seu olhar.
Minhas atitudes não são grandiosas, opto sempre pelas coisas simples.
Flores, cores, desenhos no guardanapo...
É assim que expresso, é assim que sinto.
Assim que escutei essa frase minhas pernas ficaram bambas e tudo ao meu redor ficou ofuscado.
Não sei bem como explicar. Só sei o que senti na hora. Foi como se eu tivesse sido jogada de um furacão para bem longe, bem longe mesmo. E caído no mesmo lugar que estava.Quantas vezes nos encontramos no melhor de nossas vidas e, de repente, esse melhor é dissolvido por uma gota d'agua. Uma simples gota d'agua, fora de época... Caiu ali feito pena que estava à kilometros de distância e que o vento a trouxe leviana.
Não vou dizer que é fácil encarar a realidade de frente, mas também, quem sou para dizer que é o fim-do-mundo!?
Sonhadores todos nós somos, e como é bom sonhar! Mas há a ponte... a ponte entre a realidade e o sonho. A ponte onde a maioria se perde, se prende, se morre.
É na ponte que é feita a escolha, o controle. E se você não tiver controle sobre a ponte, a ponte terá sobre você. E é aí que começa a 'vida dupla'.
A ponte se move a todo momento. A cada situação você se encontra em um lado da ponte.
Por isso que quem se perde está sempre do lado errado.
"Esquece de acordar", sonha demais e passa pela realidade como uma sombra passa pela água.
Vida dupla. Realidade X Sonho.
Até onde podemos chegar? Quantas pessoas estão perdidas na ponte?
Eu me encontrei na ponte, estou a um passo da realidade...
Se tenta disfarçar, acaba fazendo coisa errada. Se tenta demonstrar, leva na cara um tapa da insegurança. É, assim não dá, assim não pode. Uma hora o trem tem que andar, o maquinista precisa chegar ao seu destino. E ficar parado sabendo que há muitas outros lugares para se ver, é como morrer lentamente sentado no banco da praça vendo o desfile cívico. Se não aconteceu nada, é por que você não fez nada. E se, mesmo assim fez, faltou alguma coisa. Sabe, às vezes (pra não dizer 'quase sempre'), erramos na hora da luta. Ou a espada caiu da sua mão e você não ajuntou, ou o medo usou sua própria espada contra você. Não queira descobrir isso agora, a vida te dá as respostas quan
do tiver que mudar as perguntas. É sempre assim. Mas também não vá ficar sentada na rede se lamentando. Ponha uma roupa diferente, amarre o cabelo de modo diferente. Nem que seja por um dia! Você vai se sentir melhor, diferente. Começa a se olhar com outros olhos. (mas faça isso com os seus olhos, não com os dos outros). Perdemos coisas legais para se fazer por causa da importância que damos aos olhos dos outros. Sim, perdemos sim. Nunca percebeu? O medo quando instala, é de uma tal maneira que te prende no chão. Como se alguém tivesse dado marteladas em seus pés! E como dói... Os olhares nada mais são que a curiosidade do outro. Entendeu? Assim como você tem curiosidade diante dos outros, eles têm curiosidade diante de você. E isso não é nenhum crime. Não é nenhum assassinato. Pode tirar a camisa-de-força, a fita-adesiva da boca... e, poooor favor, abra um sorriso!
Mais alto do que eu própria já fiz em uma série de sonhos lúcidos. Mais alto que um salto (profissional).
Tudo bem, é preciso cuidado ao arrebentar as cordas do passado. Mas eu já cuidei disso.
Assim como cuido
de você.
Meu primeiro e último pensamento do dia. Eu acredito que seja verdadeiro. Eu sempre acredito.
Será então por isso que os sentimentos me guiam?
Há quem diga que é exagero de minha parte. Já ouvi muito disso. Até hoje, quando passo pela Beira Rio, ouço os olhares. Não há como disfarçar esse tipo de coisa. Os olhares são sinceros, dizem muito.
E eu sempre fico assim... sem saber bem o que fazer. Idealizo.
Idealizo como uma criança que acabou de assistir um desenho animado. E chamou seu amigo imaginário. E se trancou no quarto. Bem assim. Só não gosto mais de me trancar no quarto. Ficou pequeno demais para os meus caprichos imaginários.
O sol está quente e os pássaros não páram de cantar. Foi dada a largada.
Cabe a mim, somente a mim, começar a jornada/jangada/caminhada. Como quiser, não é mesmo? Cada um denomina como quiser a vida.
Eu fiz um acordo com a vida. Ela me entrega a espada e eu desço da escada.
Pois o medo agora mora longe. Eu o fiz sair de fininho.
O caminho está livre, alguém me acompanha? Haverá muitos, e eu não saberei para quem estender a mão. Talvez...
Um olhar. Claro, é pelo olhar que se conhece a alma. É pelo olhar que o coração fala.
É pelo olhar.